Super Dicas de Xadrez
1. Inicie a partida com o peão na frente do rei dois passos.
2. Sempre que possível desenvolva uma peça que ameace alguma coisa.
3. Desenvolva os cavalos antes dos bispos, especialmente o da ala do rei.
4. Escolha a melhor casa para sua peça e ocupe-a com o menor número de lances.
5. Movimente um ou dois peões na abertura e não mais.
6. Não movimente a dama precocemente.
7. Faça o roque o mais cedo possível, e dê preferência ao roque na ala do rei (roque pequeno).
8. Jogue para obter o controle das casas centrais.
9. Esforce para manter ao menos um peão no centro.
10. Não movimente a mesma peça duas vezes.
11. Evite colocar suas peças nos cantos do tabuleiro.
12. Procure conquistar espaço para a livre movimentação de suas peças, do contrário, cairá em posições restringidas.
13. Tente trabalhar com suas peças em harmonia (conjunto), uma colaborando com outra.
14. Cuidado com os lances anódinos (aqueles que não objetivam nada).
15. Não sacrifique material sem um motivo claro e imediato.
Para o sacrifício de um peão, deve existir uma das quatro razões seguintes:
- a) Assegurar uma vantagem real no desenvolvimento;
- b) Desviar a ação de uma peça inimiga, em particular da dama;
- c) Impedir o roque adversário, temporária ou definitivamente;
- d) Construir um forte ataque.
Concentre-se
Esforce-se para não se distrair com as pessoas à sua volta, com comentários e com as outras partidas, especialmente em torneios abertos com alentado número de participantes. Significa dizer que você não deve levantar-se depois de cada lance para comentar com espectadores como você está indo bem. Em verdade eles não estão interessados nisso e você provavelmente conceituou mal sua posição. As distrações devem ser reduzidas a um mínimo, seguindo-se o exemplo de um luminar nova-iorquino que, numa grotesca paródia de Botvinnik, segurava a cabeça como se fora um torno, enfiava os dedos nos ouvidos e fingia que todo o universo começava a terminava no seu tabuleiro. Esse mestre não ganha muitos amigos, mas também não perde muitas partidas.
Não relaxe nunca!
Ao invés de esperar que o seu oponente abandone a partida, force-o a desistir de continuar a luta. É fácil esquecer que até mesmo as posições desesperadas podem conter uma pitada de veneno, uma cilada decisiva. Trabalhe com tanto afinco para converter decisivamente uma vantagem como você o fez para consegui-la. O iogue Berra deve ter pensado em xadrez quando disse: "Não está terminado, enquanto não terminar."
Não subestime o adversário
Não faça lances arriscados na esperança de que o seu oponente não os veja, mesmo quando você estiver enfrentando um neófito. Na verdade, enxadristas fracos jogam tão descuidadamente que poderiam refutar seu jogo apressado, por puro acaso. Além disso, sempre pense que os jogadores preferem não se arriscar e correr na pista certa.
Não jogue mecanicamente
Não faça lances precipitadamente; não dê respostas "automáticas". Mesmo a posição que parece exigir resposta forçada pode ocultar uma inesperada jogada intermediária. Você não vai descobrir coisa alguma – nem mesmo a hora do dia – se se apressar em responder ao seu adversário antes que ele tenha acionado o relógio.
De outra parte, não se atole em tantas filigranas que você fique apurado no relógio, pois isso pode ser tão prejudicial quanto jogar demasiadamente rápido.
Tenha seu ritmo de jogo.
Se você normalmente fica premido pelo tempo, pode lutar contra a voragem dos minutos controlando seu ritmo de jogo. Simplesmente registre o tempo expirado a cada cinco (ou dez) lances na sua planilha. Assim deve ficar apto a enfrentar melhor a tensão, muito embora certos "Josés nervosos" afirmem que não têm tempo nem mesmo para isso. Contrariamente, alguns poucos e extraordinários enxadristas parecem ter êxito quando dispõem de menos de um minuto de relógio. Eles freqüentemente ganham porque seus adversários erram ao quererem seguir o mesmo ritmo apressado, numa tentativa de induzi-los ao erro.
A maneira correta de explorar o apuro de tempo do oponente é procurar fazer o melhor lance na posição, mesmo que isso exija uma reflexão mais profunda para encontrá-lo. Essa aparente "pausa para respiração" é amplamente compensada pela necessidade que tem o adversário, premido pelo tempo, de encontrar uma resposta boa e racional.
Discipline seu pensamento.
Não fique tão absorvido numa só linha de pensamento que deixe de considerar o óbvio. Atente, por exemplo, para o caso de um xeque do adversário. Você poderá refutá-lo no começo de uma análise e assim não ver que quatro lances depois o mesmo xeque que você refutou mentalmente poderá romper uma seqüência e subverter toda a variante que você escolheu. Assim, antes de iniciar uma extensa linha de jogo, esteja certo de rever as ameaças inimigas diretas, não apenas no início de uma série de lances, mas também em cada passo dado ao longo do caminho.
Como analisar uma posição:
Julgar uma posição corretamente e reconhecer suas peculiaridades é um pré-requisito essencial para encontrarmos um plano estratégico aceitável.
Devemos, portanto, indagar quais os fatores que determinam o caráter de uma posição, e qual o plano estratégico a ser daí deduzido.
A questão é ampla e carece de muito estudo. Entretanto, abreviadamente indicaremos que o caráter de uma posição é determinado pelos seguintes fatores:
1. A posição dos reis.
2. Relação material, isto é, igualdade ou superioridade material de um lado.
3. O poder de cada peça.
4. A qualidade de cada peão.
5. A posição dos peões, ou seja, sua estrutura.
6. Cooperação entre peças e peões.
Alguns dos fatores que determinam o caráter da posição são permanentes, outros, temporários.
Um fator permanente de importância fundamental é o da qualidade e posição dos peões, pois estes não podem, em contraste com as peças, serem transferidos de uma ala do tabuleiro para outra; posições de peões, como regra, alteram-se gradativamente, enquanto que as peças podem na maioria dos casos, mudar de colocação sem dificuldade.
Como conseqüência, temos a aparente contradição de que os peões, a despeito de seu valor relativamente pequeno, são os que determinam, em grande proporção, o caráter de uma dada posição. Outros fatores permanentes são a superioridade material, e em muitos casos, a posição dos reis.
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